O investimento em IA vai a US$ 2,5 trilhões. Só 34% dos executivos sabem quem decide
Orçamentos de IA crescem mais rápido que os sistemas de decisão, revisão e responsabilidade das empresas.

A Gartner prevê US$ 2,527845 trilhões em gastos mundiais com IA em 2026, alta de 44% em um ano.
Quanto maior o orçamento, mais difícil evitar uma pergunta básica: quem decide como a IA será usada, quem revisa o resultado e quem responde quando algo falha?
A Pearl Meyer ouviu 116 conselheiros, CEOs, outros executivos C-level e líderes seniores em maio e junho de 2026. Só 34% dos C-level disseram que o responsável pelas decisões de IA é sempre claro. Entre conselheiros, foram 53%; entre líderes seniores abaixo do C-level, 57%.

Os números vêm de estudos diferentes e não demonstram correlação. Juntos, mostram dois ritmos: capital e capacidade técnica crescem rapidamente; a estrutura de responsabilidade não.
Um sinal de liderança, não um censo mundial
A amostra da Pearl Meyer é pequena, e cerca de um terço veio do setor financeiro. Ela revela divergências entre níveis de liderança, mas não representa todos os executivos. Os US$ 2,5 trilhões da Gartner são uma previsão de mercado mundial, não a soma dos orçamentos das empresas pesquisadas.
O sinal relevante é que os C-level mais próximos da execução entre departamentos são os menos seguros sobre quem tem a palavra final.
Participação distribuída pode deixar o resultado sem dono
Tecnologia, negócio, finanças, jurídico, RH e dados participam da IA. A divisão do trabalho é necessária. O risco aparece quando cada área possui uma parte e ninguém assume o resultado completo.

Cada projeto precisa nomear quem define objetivo e orçamento, quem faz o Agent executar, quem revisa evidência e risco, quem pode interromper e quem aprova o resultado.
O CEO vê a janela estratégica; outros executivos veem a carga
Sessenta e três por cento dos CEOs disseram que os funcionários suportam mais mudança. Apenas 33% dos outros C-level e 40% dos líderes abaixo deles concordaram.

Se o programa adiciona ferramentas e pilotos sem remover trabalho antigo, redesenhar responsabilidades e proteger tempo de aprendizagem, a IA cria outra camada de trabalho em vez de transformação.
Orçamento aprovado não é modelo operacional
Para 88% dos CEOs e 79% dos C-level, a empresa precisará mudar significativamente sua operação em três anos. Só 42% dos conselheiros concordaram.
O trabalho difícil é redesenhar permissões, acesso a dados, revisão, métricas e tratamento de exceções. Sem responsabilidade clara, a cobrança de ROI vira disputa entre áreas.
Divida a responsabilidade em cinco papéis
Cada projeto deve ter responsável pela decisão, executor, revisor, responsável por escalonamento e aprovador.

Uma pessoa pode acumular papéis, mas nenhum pode ficar vazio. Trabalho reversível e de baixo risco pode rodar diretamente; mudanças em registros confiáveis e resultados de alto risco exigem revisão explícita.
A responsabilidade deve acompanhar a execução
No Buda, uma Agent Session preserva tarefa, chamadas de ferramentas e artefatos. Uma Skill mantém o método validado. Uma Automation registra execuções e status.
Quando o resultado precisa alterar CRM, base de conhecimento ou outro registro formal, o Busabase permite enviar uma ChangeRequest. Uma pessoa revisa diferença, evidência e motivo antes do merge.
O Buda torna a execução do Agent visível. O Busabase governa quais mudanças importantes se tornam registros confiáveis.
Investimento em IA vira capacidade empresarial quando cada projeto responde: quem definiu o objetivo, quem aprovou o resultado e quem aceita a consequência?
Leia a documentação do Agent Workspace e atribua os cinco papéis em um projeto real antes de ampliar a autonomia do Agent.
Fontes: Pesquisa Pearl Meyer Q2 2026, Previsão Gartner de gastos com IA em 2026